Uma história mal falada.
Ela tinha lido todos os livros do cara. A moça intrigada, lia e relia e se apaixonou. Tentou contato, conseguiu. Telefone, orelhão, celular, e-mail, envelope de correio. Marcaram encontro, treparam, conversaram, beberam. Para ela não era, já o cara se enamorou. Inventou uma super mulher dentro daquele corpo desajeitado. Corações deplorados. O cara pirou, emagreceu, escreveu e escreveu, contou para todo mundo a história que somente a eles pertenceu. Nela doía porque nele doía. Nele doía muito, ela sabia. Ela só não podia querer o que não queria. Fudeu. Difamação, fofoca interurbana. “Ela me seduzia”, nem punheta ele batia, a megera ou a coitada não sabia mais o que dizer. Ele exigia amor em filho, ela exigia atenção gratuita, compreensão de que a vida é foda mesmo; “a gente entende melhor o mundo quando aceita o que perdeu”. Ela tinha perdido a mãe, ele não. Ta aí o grande abismo entre os dois. Dois perdidos. (...)
Ela somava, ele subtraía: Eu eu eu. É triste: cortaram relações, outros tomaram as dores, mas ninguém nessa história entendeu, nem ela, nem o cara, que o melhor de tudo é a sorte e a coragem do que viveu. Ele, com romance consagrado, foi morar no Uruguai e casou com uma polaca bonita em forma de pêra. Parou de escrever. Ela engordou, fez tratamento no dentista caríssimo para tirar as manchas de nicotina, está grávida do terceiro filho e pensa em ir morar numa praia para pôr a cabeça no lugar. Fim. E ninguém tem nada a ver com isso.
Ela somava, ele subtraía: Eu eu eu. É triste: cortaram relações, outros tomaram as dores, mas ninguém nessa história entendeu, nem ela, nem o cara, que o melhor de tudo é a sorte e a coragem do que viveu. Ele, com romance consagrado, foi morar no Uruguai e casou com uma polaca bonita em forma de pêra. Parou de escrever. Ela engordou, fez tratamento no dentista caríssimo para tirar as manchas de nicotina, está grávida do terceiro filho e pensa em ir morar numa praia para pôr a cabeça no lugar. Fim. E ninguém tem nada a ver com isso.

1 Comments:
At 2:48 PM, abril 26, 2006,
Anônimo said…
...ai que tá, ngm tem nada a ver com isso, mais qq um se comove, estranho neh?...
só uma coisa, você que escolheu esse fim trajico p/ ela, ou isso ja tava escrito?
sorte a dele encontrar a uruguaia, pq eu particularmente odeio pera, prefiro goiaba sabe?...huAHUAHhua
ATÉ MAIS ANNA COM 2 "N",
ps: se foi vc q escreveu isso ta de parabéns, gostei muito, escreve um livro, estende essa história ae,
de nomes, endereço, AHHAua esquece....
atémais
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